segunda-feira, 11 de junho de 2018

Lixo...

Cai a máscara de mulher forte que tudo aguenta, coração despedaçado, mordaça retirada, sentimentos, episódios passados que invadem a memória, o corpo a alma... Sinto o sangue contaminado, a loucura de anos, as ausências, os abandonos os tanto faz.. sinto-os hoje de forma violenta, uniram-se e ganharam força.. venceram e a derrota embriaga-me a lucidez, atormenta e consome cada gota do meu sangue! Gritar, fugir, clamar a algo.. estou acorrentada em mim e acredita... É a pior prisão que podes conhecer.. luto contra mim própria, contra cada pensamento que sei errado, contra cada emoção que me embriaga e acorrenta ainda mais a esta clausura imaginária... O desespero é imenso, a solidão corrói, o tanto faz destrói, a desilusão é rainha e eu... Lixo numa sociedade em que não se deve ser verdadeiro, genuíno, humilde e bom... Lixo por amar demais, lixo por não virar a página e escrever outro livro... De sonhos, de amores verdadeiros e imortais, de juras de sangue para a eternidade, de danças de chuva, de correrias para o infinito... Lixo...são palavras de esperança, de amor, de sonhos que não poderei escrever, não escrevemos o que não sentimos... Lixo.. revolta.. receio consumir- me e desistir a meio caminho... Desculpa meu amor... Desculpa esta fraqueza, esta falta de amor por mim, se nem por ti me conseguir erguer será o fim desta história...desta feita sem reticências...